Quando uma empresa necessita de melhorar uma instalação, o habitual é pensar primeiro na parte mais visível: instalar um equipamento, renovar um sistema, automatizar um acesso, instalar painéis solares ou resolver uma avaria que há muito tempo causa problemas.

Contudo, em muitos projetos técnicos, a instalação é apenas uma parte do trabalho. Antes é necessário entender o que acontece e, depois, assegurar que tudo continua a funcionar corretamente. É aqui que entram a engenharia, a instalação e a manutenção, como três partes que deveriam estar interligadas desde o princípio.

Se cada fase for trabalhada separadamente, podem surgir problemas: soluções mal dimensionadas, documentação incompleta, equipamentos de difícil manutenção ou instalações que funcionam inicialmente, mas começam a falhar quando entra o uso diário.

Por isso, convém analisar o projeto completo, e não apenas o momento da execução.

Engenharia: entender bem antes de tocar em qualquer coisa

A engenharia é a parte que ajuda a pôr ordem antes de atuar. Serve para rever a situação atual, detetar limitações, estudar consumos, avaliar necessidades e decidir que solução faz mais sentido.

Numa empresa, numa comunidade, num armazém ou numa instalação industrial, muitas decisões não deveriam ser tomadas apenas por intuição.

Pode parecer que é necessário mudar um equipamento, mas talvez o problema esteja na instalação que o alimenta. Pode parecer que a solução é instalar painéis solares, mas antes seria necessário rever os consumos e horários. Pode parecer uma avaria pontual, mas talvez exista falta de manutenção há já algum tempo.

Analisar o estado real da instalação

Uma instalação pode estar a funcionar e, ainda assim, não estar a trabalhar bem. Pode consumir mais do que o necessário, ter elementos desgastados, estar mal ajustada ou ter-se tornado insuficiente para a utilização atual.

Isto acontece muito em empresas que têm crescido pouco a pouco. Primeiro tinham uma necessidade, depois adicionaram mais equipamentos, alteraram horários, ampliaram a atividade ou modificaram espaços. A instalação continuou a funcionar, mas talvez já não esteja tão adaptada à realidade atual.

Por isso, uma revisão técnica antes de atuar pode evitar decisões precipitadas.


Detetar que solução faz sentido

Uma análise prévia ajuda a separar o urgente do importante. Às vezes é preciso reparar. Noutras, melhorar. Noutras, licenciar. E em alguns casos convém planear um projeto mais completo.

A engenharia permite comparar opções antes de investir. Nem sempre a solução mais rápida é a melhor, e nem sempre a maior é a mais rentável. O importante é que responda ao problema real.

Instalação: executar bem, mas com o projeto claro

A instalação é a fase onde tudo começa a tornar-se visível. Colocam-se equipamentos, ligam-se sistemas, modificam-se espaços ou coloca-se em funcionamento uma nova solução. Contudo, para que essa execução corra bem, o projeto tem de estar claro desde o início.

Quando se chega à fase de instalação sem uma boa análise prévia, surgem dúvidas durante o processo: falta espaço, a potência não é suficiente, a documentação não coincide, é necessário alterar trajetos, o acesso ao equipamento não é cómodo ou o sistema não se integra bem com o que já existia.

A execução não deve ser improvisada

Em instalações técnicas, improvisar costuma sair caro. Pode gerar atrasos, mudanças de última hora e soluções que depois complicam a manutenção.

Uma instalação bem executada parte de um planeamento claro: o que vai ser feito, onde, com que materiais, em que fases e como vai afetar o funcionamento diário da empresa.

Isto é especialmente importante em ambientes onde não se pode parar a atividade facilmente. Um armazém, uma comunidade, um edifício ou uma empresa em funcionamento precisam que os trabalhos estejam bem organizados.


Integrar a nova instalação com o que já existe

Poucas instalações partem do zero. O normal é trabalhar sobre sistemas que já existem: quadros elétricos, acessos, climatização, bombagem, estruturas, coberturas, salas técnicas ou documentação prévia.

Por isso, instalar algo novo não significa apenas colocá-lo. É preciso integrá-lo bem com o conjunto. Se essa parte não for cuidada, o sistema pode funcionar no início, mas dar problemas mais tarde.

Uma boa instalação tem de ser pensada para a utilização diária e também para futuras revisões.

Manutenção: garantir que a instalação continue a funcionar depois

Uma instalação não termina quando é colocada em funcionamento. De facto, aí começa uma parte que muitas vezes é subvalorizada: mantê-la em bom estado.

A manutenção ajuda a detetar desgastes, ajustar componentes, evitar avarias e prolongar a vida útil dos sistemas. Em empresas e instalações técnicas, isto pode fazer uma grande diferença entre trabalhar com tranquilidade ou viver a apagar fogos.

Rever antes que apareça a avaria

Muitas avarias não surgem de repente. Antes, costuma haver sinais: ruídos, quebras de rendimento, falhas intermitentes, consumos anómalos, sensores que não respondem bem ou sistemas que trabalham mais forçados do que o normal.

Se ninguém verificar esses avisos, o problema acaba por crescer.

A manutenção preventiva permite atuar antes que a instalação falhe por completo. Não evita todos os problemas, claro, mas reduz muitas avarias que poderiam ter sido detetadas a tempo.


Pensar na manutenção desde a conceção

Este ponto é importante. A manutenção não deveria ser pensada apenas no fim, quando tudo já está instalado. Deveria ser tida em conta desde a conceção.

Se um equipamento ficar numa zona de difícil acesso, se não houver espaço para o verificar, se a instalação não permitir trabalhar com comodidade ou se não tiver sido previsto como serão feitas as futuras verificações, a manutenção será mais complicada.

E quando algo é difícil de manter, muitas vezes é pior mantido.

O que acontece quando cada parte segue de forma separada

Quando a engenharia, a instalação e a manutenção são trabalhadas como partes isoladas, o cliente pode acabar por ter de coordenar demasiadas coisas.

Uma empresa faz o estudo. Outra instala. Outra faz a revisão. Outra trata da documentação. E, se algo falha, nem sempre é claro onde está a origem do problema ou quem o deve resolver.

Isto não significa que tenha de ser sempre a mesma empresa a fazer tudo, mas sim que tem de existir uma coordenação clara.

Mais fornecedores, maior risco de confusão

Quanto mais partes intervêm sem uma visão comum, mais fácil é que se perca informação.

Pode acontecer que o instalador não conheça a análise inicial. Pode acontecer que quem faz a manutenção da instalação não saiba por que é que aquele sistema foi escolhido. Pode acontecer que a documentação fique separada da execução. Ou pode acontecer que o cliente tenha de explicar a mesma coisa várias vezes.

Isto desgasta bastante e, além disso, pode provocar erros.


Soluções que funcionam, mas não encaixam na totalidade

Às vezes, cada parte faz bem o seu trabalho, mas o resultado global não acaba por encaixar bem.

Um equipamento pode estar bem instalado, mas ser incómodo de verificar. Uma solução pode reduzir o consumo, mas não estar bem integrada com o resto da instalação. Uma melhoria pode resolver um problema imediato, mas deixar outro para mais tarde.

Por isso, convém pensar no conjunto desde o princípio.

Ver o projeto completo ajuda a decidir melhor

Quando a engenharia, a instalação e a manutenção são planeadas de forma conectada, o projeto ganha coerência. Entende-se melhor o que a empresa necessita, como vai ser executado e o que será preciso cuidar depois.

Isto ajuda a tomar melhores decisões, a ajustar melhor o orçamento e a evitar surpresas durante o processo.

Menos decisões tomadas à última hora

Um bom planeamento não elimina todos os imprevistos, porque em instalações reais pode sempre surgir algo. Mas reduz significativamente as decisões improvisadas.

Se antes de executar já se tiver revisto o estado da instalação, a documentação, o espaço disponível, a utilização diária e a manutenção posterior, o projeto avança com mais ordem.


Mais controlo sobre custos, prazos e funcionamento

Ver o projeto completo também ajuda a controlar melhor os custos e os prazos.

Não é a mesma coisa orçamentar apenas a instalação do que ter em conta a análise prévia, o licenciamento, a colocação em funcionamento e a manutenção. Pode parecer mais completo, mas também evita surpresas mais tarde.

Além disso, o cliente entende melhor o que inclui cada fase e por que razão é necessária.

Engenharia, instalação e manutenção em projetos da iSoluciones

Na iSoluciones trabalhamos com uma visão integral dos projetos técnicos. Podemos intervir em engenharia, poupança energética, instalações renováveis, automatismos, sistemas de bombagem, manutenção, licenciamento e projetos chave na mão.

Cada projeto começa por entender o que o cliente necessita e qual a situação da instalação. A partir daí, pode planear-se uma solução técnica, executá-la com ordem e prever como será mantida depois.

Projetos pensados para a utilização real

Uma instalação tem de funcionar no dia a dia. Não apenas no dia em que é entregue.

Por isso, há que pensar em quem a vai utilizar, quantas horas trabalha, que carga suporta, que manutenção necessitará e que possíveis alterações a empresa poderá ter mais tarde.

Essa utilização real é a que deveria ditar muitas decisões técnicas.


Acompanhamento antes, durante e depois

O valor de trabalhar com uma visão integral reside em não deixar o cliente sozinho a meio do processo.

Primeiro, faz-se a revisão. Depois, propõe-se a solução. Em seguida, executa-se. E, se a instalação o necessitar, mantém-se para que continue a funcionar corretamente com o passar do tempo.

Se a sua empresa necessita de engenharia, instalação e manutenção de uma instalação técnica, podemos estudar o caso e ajudá-lo a planear um projeto com mais ordem desde o início.

Leave a Reply